Clara sempre sonhou com o estrelato, sonhava de uma forma surreal, pois em seus sonhos ele sempre estava em hollywood ganhando o oscar, ou algo do tipo. Todos a repreendiam deixando claro sempre que uma moça pobre, feia, nordestina nunca chegaria ao ápice do sucesso. Ela, porém, nem dava bola pra esses pensamentos desanimadores. Vivia colecionando fotos de artistas famosos, tentava imitá-los em postura, caras e bocas.
Num período difícil da sua família, onde faltava quase tudo, sua mãe a aconselhou a se mudar para são paulo, onde ela poderia trabalhar pra tirá-los daquela situação, clara era a mais velha de cinco filhos, seu pai havia morrido a alguns meses vitima de tuberculose. Diante do fato clara aceitou e naquele instante surge nela um fio de esperança, já que são paulo era o berço da cultura brasileira. Juntaram dinheiro alguns meses pra poder financiar essa viagem que, para aquela humilde família, era de grande custo.
Lá foi então aquela flor do sertão cumprir sua sina de trabalhar na capital pra não ver seus entes morrerem de fome. Chegando em são paulo clara foi levada por uma conhecida da sua familia, q havia sido comunicada por carta o dia e a hora em q ela chegaria, a sua humilde casa, situada na periferia daquela cidade, a miséria daquela senhora era tal qual a da familia de clara, era um barraco de 2 comodos onde já se alojavam 6 pessoas, clara um pouco incomodada com isso indaga a dona ermelinda: "dona ermelinda, irei incomodar a senhora, já vive de forma tão dificil e agora eu aqui, vou ser mais um peso pra senhora." Dona ermelinda com seu coração bondoso responde a envergonhada clara: "Minha filha, onde comem 6 comem 7, se vc não se importar de viver de forma simples, vc será sempre muito bem vinda." Diante disso clara se encheu novamente de esperança e logo começou a indgar dona ermelinda como ela faria pra arrumar um emprego, algo que lhe rendesse algum dinheiro. Dona ermelinda a explicou que faxina sempre tem, paga-se pouco, mas se for esperta dá pra fazer várias em um só dia, o q dá pra juntar um dinheiro bom.
No outro dia clara já tinha uma faxina marcada por dona ermelina, q a deixou na porta, pois ela ainda não sabia como andar naquela cidade tão grande. A casa onde ela fora faxinar era a casa de Lucia e Osvaldo Alcantara, dois atores de teatro famosos, e vendo o capricho da jovem moça trataram logo de contratá-la para permanecer alí definitivamente. Clara voltou super contente pra casa de dona ermelinda, contando todas as novidades. Dona ermelina se alegra, mas fica triste por perceber que ela nunca conseguirá um emprego fixo, por causa da sua idade e tb por não poder deixar seus filhos sozinhos, já que seu marido trabalha o dia todo.
No outro dia logo pela manhã lá estava clara a postos para receber as coordenadas da sua patroa, D. lucia era uma mulher vistosa, bem humorada, simpatica, com olhos grandes e azuis. Se dirigiu a clara a chamando no diminutivo, com todo carinho do mundo: "Clarinha, o serviço daqui de casa é relativamente simples, osvaldo e eu acordamos sempre tarde, pois trabalhamos até tarde da noite, então vc tem q fazer o almoço, que pode ser lá pelas 2 da tarde, e antes disso pode arrumar a casa e lavar a roupa, seu quarto fica lá nos fundos, tem sua cama, uma guarda-roupas e uma televisão pra vc se distrair quando estiver com tempo livre." Clara ficou encantada com seu quarto, afinal ela nunca teve uma tv só pra ela, assistia tv na casa da visinha e ainda era preto e branco, agora ela tinha uma tv todinha só pra ela. Apressou-se para começar o serviço, fez o almoço da forma q sua patroa lhe pedira, e serviu a mesa, de uma forma um tanto desajeitada, mas D. lucia logo foi perto dela para ensinar-lhe como ficaria na forma correta, clara sempre a olhava com alegria e admiração, achava q D. lucia parecia artista de cinema, com aqueles olhos de um azul profundo e aquela delicadeza em se movimentar.
Os dias se sussederam e clara já estava totalmente acostumada a rotina da casa, arrumava a mesa agora com elegancia e dedicação, em alguns momentos até surpreendia o casal com tamanho cuidado. Clara até então não sabia qual era a profissão dos patrões, já q nunca teve coragem de perguntar, um dia enquanto via tv, aparece em uma chamada a D. lucia anunciando uma nova novela, clara em sobressalto saio correndo pelas salas da casa indo ao encontro de D. lucia, q estava no escritorio lendo: "D. lucia, acabei de ver a senhora na tv, não acreditei, a senhora trabalha lá?" responde D. lucia em meio a sorrisos: "Sim clarinha, trabalho lá sim, vc não sabia?" responde clara: "Não, nunca soube o que a senhora fazia. Meu sonho sempre foi trabalhar na tv." Em meio a uma gostosa gargalhada D, lucia diz a clara: "Quer ir a gravação comigo hj?" Quase sem voz de tanta alegria clara responde:"Eu posso?" D. lucia responde positivamenmte com a cabeça, clara sai correndo de tanta felicidade e logo procura em meio as suas roupas já surradas pelo tempo algo apropriado para vestir. Logo atrás vem dona lucia com um vestido e lhe oferece: "Vista isso, cara clarinha, percebo que não tens tanta roupa e esse vestido não me serve mais." Era o vestido mais lindo que ela já havia possuido, era salmon e na barra tinha uma delicada renda q arrematava a costura. Clara foi até o espelho amarrou seus cabelos meio desalinhados e passou um baton q ganhara, já usado, de uma prima. Ao aparecer na sala D. lucia quase não a reconhecera, clara era bunita, tinha um corpo bem feito, um rosto delicado, ainda maltratado pelo sol do sertão, mas não era uma mulher feia.
Ao entrar nos estudios clara entra em êxtase, td q ela sempre sonhou estava alí na sua frente, acompanhou D lucia até o camarim onde ela se preparava para as gravações. Clara ficou muda desde o momento em que entro nos estudios, olhava td com muita admiração, dona lucia a indagou: "Clarinha o que está achando de td?" Ela responde quase em lagrimas: "Parece um sonho e se for não quero acordar." Logo se dirigiram ao estudio, clara ficou num canto enquanto dona lucia gravava. Findada a gravação voltaram pra casa e dona lucia prometeu q a levaria no outro dia novamente.
Clara quase não dormiu naquela noite, em sua cabeça ficava sempre a imagem das cameras, as roupas, o camarim, o diretor, enfim td q vira naquele dia. No outro dia não via a hora de irem novamente ao estudio. Lá foram, dona clara estava adorando essa companhia para ir trabalhar, chegando lá, como de costume foram ao camarim. Depois de alguns minutos batem na porta, era o diretor; "Lucia, a amelinha não vai mais fazer o papel, disse ter arrumado uma melhor proposta em outra emissora, temos q arrumar urgentemente outra pessoa para substitui-la, pois não podemos parar as gravações." D. lucia olha pra clara e diz ao diretor: "Tem a clarinha, ela tem esperiencia em teatro, e tem o perfil pra o papel, o q acha de fazermos um teste com ela?" Nesse instante clara ficou tão envergonhada e entusiasmada q nem sabia o q dizer, não entendeu pq a patroa mentira, afinal ela era uma simples domestica e nunca nem subira num palco, mas estava super empolgada com essa possibilidade. O diretor então respondeu: "Se ela tem esperiencia, temos q fazer um teste e ver como ela fica no vídeo." Entregou-lhe um pequeno testo de duas frases para que ela decorasse para contracenar com D. lucia, clara q havia lido td sobre interpetração tratou o pequeno texto como se fosse o grande discurso de sua vida. Terminada sua fala disse o diretor: "O papel é seu." Clara nem acreditava no que acabara de ouvir, deu um forte e emocionado abraço em D. lucia que disse: "Não me agradeça, vc tem talento, só dei um empurrãozinho, pena q perderei minha melhor secretária." Responde clara com brilho nos olhos: "Perder pq? Sou sua empregada e continuarei sendo, quando a senhora vier pra cá virei junto, mas antes deixo todo o meu serviço de casa pronto."
E assim foi, clara já havia gravado vários capitulos, e já estava indo ao ar. Em um dia ao irem ao supermercado, d. lucia e clara, foram abordadas por telespectadores da novela, clara ficou tão assustada que quase teve um troço, mas d. lucia contornou toda a situação. Chegando em ksa dona lucia disse a clara: "Clarinha, não dá mais pra vc ficar trabalhando aqui, vou contratar outra empregada." Clara assustada indaga: "Tudo bem d. lucia, se a senhora quer assim, vou arrumar minhas coisas e vou pra casa da d. ermelinda." Em um sobressalto responde d. Lucia: "de forma alguma, vc continua morando aqui, agora como minha amiga e colega de trabalho, temos uma novela que ainda irá durar por mais 6 meses, depois agente vê o q faz. Pegue já suas coisas e coloque no quarto de hóspedes pq amanhã mesmo chega a nova secretária."
Clara agora entra num novo estágio, está se tornando conhecida como sempre sonhara, o dinheiro que ganha da tv tá dando pra sua mãe construir uma nova casa lá no sertão, mas ela não sabe lidar com a fama que começa a ter e não se conforma em trabalhar apenas na tv, mas em respeito a sua agora amiga D. Lucia aceita.
Continuam as gravações e o diretor marca uma reunião com todo o elenco, clara sabia que no capitulo 95 ela morreria então imaginou q essa reunião se tratava do capitulo da sua morte que deveria ser algo mais elaborado. Todos aguardavam pelo diretor quando ele entra diz o seguinte: " Pessoal, o autor da novela mudou os rumos da trama, ana luisa(personagem de D. Lucia) morre e Judith(personagem de Clara) continua viva, para complicar mais a trama." D. Lucia dá um largo sorriso a Clara que ainda se encontra assustada com tudo que ouve: Estão reconhecendo seu trabalho clarinha!" Disse dona lucia. "Mas d. lucia e a senhora?" Em meio a um forte abraço dona lucia diz:"Eu tenho vários projetos, esse é o seu momento." Clara sorriu como em agradecimento aquilo td, logo se apressou a pegar o texto dos novos capítulos.
Passaram-se os dias e clara indo até d.lucia, que como sempre estudava seus textos: "D. lucia, estou pensando em alugar um cantinho pra mim, o dinheiro que ganho dá pra mandar pra minha familia e ainda sobra um pouco que dá pra eu viver aqui." Virando-se para clara d. lucia diz: "Eu sabia q esse momento chegaria, fico muito feliz, pois sabia que vc iria conquistar aquilo que veio buscar aqui. Vc fará muita falta nessa casa, mas deve seguir seu caminho, como a grande atriz que é!" Clara sem saber o que falar, com os olhos cheios de lágrimas dá um grande abraço em D. Lucia e diz: "Tudo que consegui até aqui, consegui com a ajuda e os exemplos da senhora, nunca, nunca esquecerei todos os momentos que vivi aqui nessa casa ao lado da senhora." Após isso dona lucia continua: "Queria uma coisa de vc, que agora, nos proximos trabalhos que fizer que seu nome seja Clara Alcantara, assim como eu, pois pra mim será um grande orgulho, ter meu sobrenome em uma profissional que se tornou muito melhor do que eu." Clara mais uma vez não se conteve e novamente lhe deu um forte abraço e se despediu.
A profecia de D. Lucia se cumpriu, Clara Alcantara se tornou a maior atriz brasileira, ganhou todos os premios nacionais e agora grava um filme em hollywood ao lado de grandes estrelas mundiais.
A algum tempo clara não conseguia manter contato com D.lucia, sabia q o senhor osvaldo, madido de dona lucia, havia morrido, vitima de um cancer. Ela estava na platéia de um teatro onde receberia um premio de atriz revelação em Nova Iorque, de repente ela ouve uma voz conhecida que dizia em Português:"É uma honra entregar esse tão merecido premio, a uma grande atriz que saiu de um país pobre, que viva na parte mais pobre ainda desse país, mas que tem no sangue a força daqueles que nunca desistem, daqueles que de barriga vazia ainda pulam de felicidade por ainda estar vivos e que tem no sague o talento do verdadeiro artista, Clara Alcantara." Ao ver que era d. lucia quem entregava lhe o premio clara não se conteve, caiu em lágrimas, e abraçou com força e ternura a platéia toda que as via e acompanhavam a tradução pelo telão se emocionaram e de pé aplaudiram as duas. Clara resumiu tudo que poderia dizer em uma simples frase: "Gratidão, é o mínimo que posso ter por essa grande mulher."
Fim
Luh Diamantino
segunda-feira, 23 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
Minh'alma chora
"Minha alma se perde diante de meus devaneios tenebrosos
Minha alma se perde diante das minha ilusões
Minha alma chora pelo amor que me faz sofrer
Minha alma não desiste mesmo sabendo que vai chorar
Minha alma vaga por ai em busca apenas de uma pessoa
Minha alma é fortalecida apenas por uma paixão
Tal essa que tanto me machuca."
Luh Diamantino
Minha alma se perde diante das minha ilusões
Minha alma chora pelo amor que me faz sofrer
Minha alma não desiste mesmo sabendo que vai chorar
Minha alma vaga por ai em busca apenas de uma pessoa
Minha alma é fortalecida apenas por uma paixão
Tal essa que tanto me machuca."
Luh Diamantino
terça-feira, 17 de maio de 2011
Doce Ilusão.
Morar no interior sempre foi a realidade de Julio, até o momento em que, motivado pela prima catarina, resolveu conhecer a cidade grande que ele tanto já ouviu histórias. Ao descer na estação ele ficou maravilhado com tudo que via e ouvia, nunca passou pela sua cabeça que em um mesmo lugar pudesse existir tantas pessoas, e tantos diferentes sons, buzinas, gritos, sirenes, assobios formavam a grande orquestra para a recepção do tão simplório, mas inteligente, Júlio.
Na estação estava sua prima Catarina a sua espera, o problema era reconhecê-la, afinal haviam se passado 9 anos, mas a audaciosa catarina não se esqueceu do semblante tímido de Júlio ao vê-lo deu um forte abraço e um beijo estalado que deixou o rapaz vermelho. Depois do sobressalto ele correu os olhos naquelas curvas tão marcadas na roupa apertada, aparentemente até desconfortavel, e se negou intimamente a acreditar que sua priminha havia se tornado tão bela mulher. Passados os comprimentos, catarina se apressou para pegarem a lotação que os levariam até sua casa. Ao entrar no simplório lar de catarina, em meio as noticias do interior, Júlio se deslubrou com a praticidade do conpacto, onde preferiu internamente chamar de "o castelo de Catarina". Catarina apressou-se para vestir algo mais confortavel, enquanto Júlio se preparava para tomar um banho. Depois do banho catarina sentou-se no sofá ao lado de Júlio para lhe explicar o que ela fazia pra viver naquela cidade, Júlio de olhos arregalados prestava atenção em tudo, na verdade ela falava de algumas coisas que ele conhecia apenas das revistas e jornais velhos que vinham embrulhando a mercadoria que comprava na pequena venda de sua cidade, catarina falava a Julio como era a boate em que ela trabalhava como call-girl, por mais que Júlio tivesse um QI bem acima da média, línguas estrangeiras nunca foram seu forte, mas imaginou, com sua ingenuidade interiorana que ela seria artista, afinal tão formosa e articulada como era, catarina só podia ser artista. No decorrer da tarde conversaram sobre tudo, catarina surpreende-se ao perceber que Júlio nunca havia namorado ninguém, pra ele o amor deveria surgir antes de qualquer envolvimento, ao ouvir isso catarina sentiu-se intimamente incomodada, já que ela vivia exatamente das paixões momentâneas. Ao cair da noite catarina se prepara para ir ao trabalho enquanto júlio vê tv, ao sair do quarto, já arrumada, catarina vai até o sofá e abraça-o por traz, novamente lhe dando um beijo estalado, dessa vez acompanhado de um forte, mas adocicado perfume e um batom vermelho como o sangue, julio sente seu coração disparar, se vira pra catarina e lhe retribui o beijo na bochecha, diante dos olhos deslumbrados de julio catarina despede-se, avisado que voltaria só depois das 5 da matina, quando acaba o turno dela. Júlio, com a naturalidade de quem não sabe de fato o que ela vai fazer, concorda com a cabeça e ainda diz: "vai com Deus, bom trabalho". A noite vai passando, julio fica na janela a observar a movimentação daquela avenida do centro da cidade, muitos carros e pessoas falando alto. Nesse momento vem a sua mente a imagem de catarina envolta em suas roupas apertadas curtas e decotadas, de cores chamativas, seu perfume forte e doce, seu batom vermelho como sangue, e por um instante sente se envolvido por tão bela imagem, resolve então dormir, afinal ainda se encontrava cansado da longa viagem que fizera, encosta-se no sofá e adormece.
As sete da manhã julio já acorda, estranha ainda o fato de o galo não cantar as seis, afinal era a hora que ele costumava acordar, mas dormiu uma hora a mais pelo cansaço da viagem, pensou. Quando se dirigiu até o banheiro viu que a porta do quarto onde catarina dormia estava aberta, então foi até lá dar bom dia a prima, ao encostar na porta ele vê na cama a linda catarina semi-nua, apenas de calcinha vermelha e um lençol cobrindo apenas os pés, ele sente-se envergonhado e corre pra o banheiro. Em sua cabeça passa tudo, desde a sensação de culpa por ter olhado até o tesão desenfreado que mechia com sua cabeça e instintos. Voltou para a sala, agora sem nem olhar pro lado e por lá permaneceu até q catarina acordou, lá pelas onze horas da manhã.
Ao acordar ela sai do quarto apenas se cobrindo com o robe vermelho transparente que mais ainda atiçava os instintos do, até então puro, Julio. Catarina percebe os olhos do primo e decide ir ao quarto e colocar algo mais adequado. Ao voltar convida o primo para irem até a padaria da esquina para tomarem um delicioso café, até pq catarina não tinha mais o hábito de cozinhar em casa, era mais prático comer fora. Ao chegar na padaria julio pergunta a catarina aquilo que estava engasgado em sua garganta: "Afinal, vc tem namorado, noivo? Catarina solta uma bela gargalhada e responde ao inocente primo: "Não, de forma alguma, nem poderia." Um alívio enorme invade a alma inocente de Julio, que agora sente que o que está sentindo pode ter um final feliz. Nesse mesmo momento Julio usando da astúcia que sempre teve indaga a catarina: "Vc lembra da tia Célia? Que casou com o Tio João, que era primo dela?" Catarina responde positivamente com a cabeça, e indaga: Que que tem? Julio em meio a um sorriso de satisfação responde: "Bonito o amor deles né?" Catarina sem entender muito bem o motivo daquela colocação mais uma vez responde positivamente com a cabeça. Na imaginação de Julio ele já idealizava coisas, como o casamento, a lua-de-mel, os filhos, enfim, colocou o carro bem diante dos bois. voltaram para o compacto de Catarina já alimentados, enquanto catarina tomava seu banho matinal, julio ficava na sala sonhando com tudo que viveria depois q se casasse com Catarina, em meio a isso vem alguns outros pensamentos como: "não posso ficar aqui na casa sozinho com ela depois que começarmos a namorar, pois não fica bem." "Devo falar com ela logo sobre isso, pois sei que ela está tão ansiosa como eu, eu vi isso nos olhos dela." Catarina volta a sala agora envolta em um roupão branco, avisando a Júlio que ela iria dormir mais um pouco e que a tarde sairiam para comer algo no shoping, julio responde positivamente com a cabeça. Julio continua sonhando com tudo que imagina que viverá ao lado da sua, agora, amada catarina. lá pelas duas da tarde catarina acorda e chama-o para irem almoçar, caminhando pela rua catarina vai falando de tudo que existe naquela cidade tão grande, julio a olha sempre com a fascinação natural dos enamorados. voltam para casa depois de comerem e mais uma vez catarina vai dormir e no cair da noite acorda apenas para ir trabalhar.
Os dias se sucedem sempre da mesma forma, Julio então começa a desconfiar do que seria o trabalho de Catarina, enquanto ela dorme a tarde ele desce até uma banca de revistas e compra um dicionário inglês. Chega em casa e logo procura as duas palavras que ela disse ao descrever seu trabalho (call-girl), de inicio não entendeu, pois as palavras em separado querem dizer chamada e garota, procurou mais um pouco pelas combinações até que descobriu: "Meu Deus, garota de programa, não pode ser..." Nesse momento catarina sai do quarto e olha para julio q agora está em sobressalto: "o que houve julio?" Ele respirando fundo e buscando em si uma forma para dizer-lhe do amor que sentia e que havia descobrido o que realmente ela fazia disse lhe: "No tocante ao desconhecido, melhor q assim fique, pois a fascinação que me causa pode mudar diante da verdade, mas o q é a verdade se não um reflexo daquilo q de fato sabemos q iremos ouvir, ou seria o oposto completo do que queremos ouvir.."Catarina sem muito entender, mas imaginando que ele falava do trabalho dela respondeu: "trabalho é sempre trabalho". Julio a olha com tanta admiração que não se contem a pega com muita vontade e lhe dá um beijo de uma forma que catarina nunca havia experimentado e ela ao sentir isso se entrega ao beijo trazendo julio até seu quarto onde em meio aos olhares trocados, se amam ardentemente. catarina está fascinada com tudo, pois até ali nunca havia sentido algo q estivesse alem do simples tesão e naquele momento ela sentia um misto de paixão, amor, tesão, que a envolvia de uma forma nunca sentida por ela, isso até a assustava, pois até então nunca havia se envolvido emocionalmente com homem algum, mas julio era diferente, muito diferente dos homens que ela conhecia, existia nele a doçura de uma criança e a virilidade de um homem experiente, ela acabou por se entregar a esse amor de forma profunda e intensa.
Depois desse dia nunca mais tocaram no assunto do trabalho de catarina, julio também começou a trabalhar numa livraria, logo se casaram e sempre quando era indagado sobre o trabalho da sua mulher a resposta era sempre a mesma: "Ela é artista."
E assim viveram anos, até que catarina, ao ficar grávida, parou de trabalhar na boate para trabalhar na livraria que juntos abriram com o dinheiro que juntaram durante todo o tempo em que estavam juntos.
Fim.
Luh Diamantino
Na estação estava sua prima Catarina a sua espera, o problema era reconhecê-la, afinal haviam se passado 9 anos, mas a audaciosa catarina não se esqueceu do semblante tímido de Júlio ao vê-lo deu um forte abraço e um beijo estalado que deixou o rapaz vermelho. Depois do sobressalto ele correu os olhos naquelas curvas tão marcadas na roupa apertada, aparentemente até desconfortavel, e se negou intimamente a acreditar que sua priminha havia se tornado tão bela mulher. Passados os comprimentos, catarina se apressou para pegarem a lotação que os levariam até sua casa. Ao entrar no simplório lar de catarina, em meio as noticias do interior, Júlio se deslubrou com a praticidade do conpacto, onde preferiu internamente chamar de "o castelo de Catarina". Catarina apressou-se para vestir algo mais confortavel, enquanto Júlio se preparava para tomar um banho. Depois do banho catarina sentou-se no sofá ao lado de Júlio para lhe explicar o que ela fazia pra viver naquela cidade, Júlio de olhos arregalados prestava atenção em tudo, na verdade ela falava de algumas coisas que ele conhecia apenas das revistas e jornais velhos que vinham embrulhando a mercadoria que comprava na pequena venda de sua cidade, catarina falava a Julio como era a boate em que ela trabalhava como call-girl, por mais que Júlio tivesse um QI bem acima da média, línguas estrangeiras nunca foram seu forte, mas imaginou, com sua ingenuidade interiorana que ela seria artista, afinal tão formosa e articulada como era, catarina só podia ser artista. No decorrer da tarde conversaram sobre tudo, catarina surpreende-se ao perceber que Júlio nunca havia namorado ninguém, pra ele o amor deveria surgir antes de qualquer envolvimento, ao ouvir isso catarina sentiu-se intimamente incomodada, já que ela vivia exatamente das paixões momentâneas. Ao cair da noite catarina se prepara para ir ao trabalho enquanto júlio vê tv, ao sair do quarto, já arrumada, catarina vai até o sofá e abraça-o por traz, novamente lhe dando um beijo estalado, dessa vez acompanhado de um forte, mas adocicado perfume e um batom vermelho como o sangue, julio sente seu coração disparar, se vira pra catarina e lhe retribui o beijo na bochecha, diante dos olhos deslumbrados de julio catarina despede-se, avisado que voltaria só depois das 5 da matina, quando acaba o turno dela. Júlio, com a naturalidade de quem não sabe de fato o que ela vai fazer, concorda com a cabeça e ainda diz: "vai com Deus, bom trabalho". A noite vai passando, julio fica na janela a observar a movimentação daquela avenida do centro da cidade, muitos carros e pessoas falando alto. Nesse momento vem a sua mente a imagem de catarina envolta em suas roupas apertadas curtas e decotadas, de cores chamativas, seu perfume forte e doce, seu batom vermelho como sangue, e por um instante sente se envolvido por tão bela imagem, resolve então dormir, afinal ainda se encontrava cansado da longa viagem que fizera, encosta-se no sofá e adormece.
As sete da manhã julio já acorda, estranha ainda o fato de o galo não cantar as seis, afinal era a hora que ele costumava acordar, mas dormiu uma hora a mais pelo cansaço da viagem, pensou. Quando se dirigiu até o banheiro viu que a porta do quarto onde catarina dormia estava aberta, então foi até lá dar bom dia a prima, ao encostar na porta ele vê na cama a linda catarina semi-nua, apenas de calcinha vermelha e um lençol cobrindo apenas os pés, ele sente-se envergonhado e corre pra o banheiro. Em sua cabeça passa tudo, desde a sensação de culpa por ter olhado até o tesão desenfreado que mechia com sua cabeça e instintos. Voltou para a sala, agora sem nem olhar pro lado e por lá permaneceu até q catarina acordou, lá pelas onze horas da manhã.
Ao acordar ela sai do quarto apenas se cobrindo com o robe vermelho transparente que mais ainda atiçava os instintos do, até então puro, Julio. Catarina percebe os olhos do primo e decide ir ao quarto e colocar algo mais adequado. Ao voltar convida o primo para irem até a padaria da esquina para tomarem um delicioso café, até pq catarina não tinha mais o hábito de cozinhar em casa, era mais prático comer fora. Ao chegar na padaria julio pergunta a catarina aquilo que estava engasgado em sua garganta: "Afinal, vc tem namorado, noivo? Catarina solta uma bela gargalhada e responde ao inocente primo: "Não, de forma alguma, nem poderia." Um alívio enorme invade a alma inocente de Julio, que agora sente que o que está sentindo pode ter um final feliz. Nesse mesmo momento Julio usando da astúcia que sempre teve indaga a catarina: "Vc lembra da tia Célia? Que casou com o Tio João, que era primo dela?" Catarina responde positivamente com a cabeça, e indaga: Que que tem? Julio em meio a um sorriso de satisfação responde: "Bonito o amor deles né?" Catarina sem entender muito bem o motivo daquela colocação mais uma vez responde positivamente com a cabeça. Na imaginação de Julio ele já idealizava coisas, como o casamento, a lua-de-mel, os filhos, enfim, colocou o carro bem diante dos bois. voltaram para o compacto de Catarina já alimentados, enquanto catarina tomava seu banho matinal, julio ficava na sala sonhando com tudo que viveria depois q se casasse com Catarina, em meio a isso vem alguns outros pensamentos como: "não posso ficar aqui na casa sozinho com ela depois que começarmos a namorar, pois não fica bem." "Devo falar com ela logo sobre isso, pois sei que ela está tão ansiosa como eu, eu vi isso nos olhos dela." Catarina volta a sala agora envolta em um roupão branco, avisando a Júlio que ela iria dormir mais um pouco e que a tarde sairiam para comer algo no shoping, julio responde positivamente com a cabeça. Julio continua sonhando com tudo que imagina que viverá ao lado da sua, agora, amada catarina. lá pelas duas da tarde catarina acorda e chama-o para irem almoçar, caminhando pela rua catarina vai falando de tudo que existe naquela cidade tão grande, julio a olha sempre com a fascinação natural dos enamorados. voltam para casa depois de comerem e mais uma vez catarina vai dormir e no cair da noite acorda apenas para ir trabalhar.
Os dias se sucedem sempre da mesma forma, Julio então começa a desconfiar do que seria o trabalho de Catarina, enquanto ela dorme a tarde ele desce até uma banca de revistas e compra um dicionário inglês. Chega em casa e logo procura as duas palavras que ela disse ao descrever seu trabalho (call-girl), de inicio não entendeu, pois as palavras em separado querem dizer chamada e garota, procurou mais um pouco pelas combinações até que descobriu: "Meu Deus, garota de programa, não pode ser..." Nesse momento catarina sai do quarto e olha para julio q agora está em sobressalto: "o que houve julio?" Ele respirando fundo e buscando em si uma forma para dizer-lhe do amor que sentia e que havia descobrido o que realmente ela fazia disse lhe: "No tocante ao desconhecido, melhor q assim fique, pois a fascinação que me causa pode mudar diante da verdade, mas o q é a verdade se não um reflexo daquilo q de fato sabemos q iremos ouvir, ou seria o oposto completo do que queremos ouvir.."Catarina sem muito entender, mas imaginando que ele falava do trabalho dela respondeu: "trabalho é sempre trabalho". Julio a olha com tanta admiração que não se contem a pega com muita vontade e lhe dá um beijo de uma forma que catarina nunca havia experimentado e ela ao sentir isso se entrega ao beijo trazendo julio até seu quarto onde em meio aos olhares trocados, se amam ardentemente. catarina está fascinada com tudo, pois até ali nunca havia sentido algo q estivesse alem do simples tesão e naquele momento ela sentia um misto de paixão, amor, tesão, que a envolvia de uma forma nunca sentida por ela, isso até a assustava, pois até então nunca havia se envolvido emocionalmente com homem algum, mas julio era diferente, muito diferente dos homens que ela conhecia, existia nele a doçura de uma criança e a virilidade de um homem experiente, ela acabou por se entregar a esse amor de forma profunda e intensa.
Depois desse dia nunca mais tocaram no assunto do trabalho de catarina, julio também começou a trabalhar numa livraria, logo se casaram e sempre quando era indagado sobre o trabalho da sua mulher a resposta era sempre a mesma: "Ela é artista."
E assim viveram anos, até que catarina, ao ficar grávida, parou de trabalhar na boate para trabalhar na livraria que juntos abriram com o dinheiro que juntaram durante todo o tempo em que estavam juntos.
Fim.
Luh Diamantino
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