Morar no interior sempre foi a realidade de Julio, até o momento em que, motivado pela prima catarina, resolveu conhecer a cidade grande que ele tanto já ouviu histórias. Ao descer na estação ele ficou maravilhado com tudo que via e ouvia, nunca passou pela sua cabeça que em um mesmo lugar pudesse existir tantas pessoas, e tantos diferentes sons, buzinas, gritos, sirenes, assobios formavam a grande orquestra para a recepção do tão simplório, mas inteligente, Júlio.
Na estação estava sua prima Catarina a sua espera, o problema era reconhecê-la, afinal haviam se passado 9 anos, mas a audaciosa catarina não se esqueceu do semblante tímido de Júlio ao vê-lo deu um forte abraço e um beijo estalado que deixou o rapaz vermelho. Depois do sobressalto ele correu os olhos naquelas curvas tão marcadas na roupa apertada, aparentemente até desconfortavel, e se negou intimamente a acreditar que sua priminha havia se tornado tão bela mulher. Passados os comprimentos, catarina se apressou para pegarem a lotação que os levariam até sua casa. Ao entrar no simplório lar de catarina, em meio as noticias do interior, Júlio se deslubrou com a praticidade do conpacto, onde preferiu internamente chamar de "o castelo de Catarina". Catarina apressou-se para vestir algo mais confortavel, enquanto Júlio se preparava para tomar um banho. Depois do banho catarina sentou-se no sofá ao lado de Júlio para lhe explicar o que ela fazia pra viver naquela cidade, Júlio de olhos arregalados prestava atenção em tudo, na verdade ela falava de algumas coisas que ele conhecia apenas das revistas e jornais velhos que vinham embrulhando a mercadoria que comprava na pequena venda de sua cidade, catarina falava a Julio como era a boate em que ela trabalhava como call-girl, por mais que Júlio tivesse um QI bem acima da média, línguas estrangeiras nunca foram seu forte, mas imaginou, com sua ingenuidade interiorana que ela seria artista, afinal tão formosa e articulada como era, catarina só podia ser artista. No decorrer da tarde conversaram sobre tudo, catarina surpreende-se ao perceber que Júlio nunca havia namorado ninguém, pra ele o amor deveria surgir antes de qualquer envolvimento, ao ouvir isso catarina sentiu-se intimamente incomodada, já que ela vivia exatamente das paixões momentâneas. Ao cair da noite catarina se prepara para ir ao trabalho enquanto júlio vê tv, ao sair do quarto, já arrumada, catarina vai até o sofá e abraça-o por traz, novamente lhe dando um beijo estalado, dessa vez acompanhado de um forte, mas adocicado perfume e um batom vermelho como o sangue, julio sente seu coração disparar, se vira pra catarina e lhe retribui o beijo na bochecha, diante dos olhos deslumbrados de julio catarina despede-se, avisado que voltaria só depois das 5 da matina, quando acaba o turno dela. Júlio, com a naturalidade de quem não sabe de fato o que ela vai fazer, concorda com a cabeça e ainda diz: "vai com Deus, bom trabalho". A noite vai passando, julio fica na janela a observar a movimentação daquela avenida do centro da cidade, muitos carros e pessoas falando alto. Nesse momento vem a sua mente a imagem de catarina envolta em suas roupas apertadas curtas e decotadas, de cores chamativas, seu perfume forte e doce, seu batom vermelho como sangue, e por um instante sente se envolvido por tão bela imagem, resolve então dormir, afinal ainda se encontrava cansado da longa viagem que fizera, encosta-se no sofá e adormece.
As sete da manhã julio já acorda, estranha ainda o fato de o galo não cantar as seis, afinal era a hora que ele costumava acordar, mas dormiu uma hora a mais pelo cansaço da viagem, pensou. Quando se dirigiu até o banheiro viu que a porta do quarto onde catarina dormia estava aberta, então foi até lá dar bom dia a prima, ao encostar na porta ele vê na cama a linda catarina semi-nua, apenas de calcinha vermelha e um lençol cobrindo apenas os pés, ele sente-se envergonhado e corre pra o banheiro. Em sua cabeça passa tudo, desde a sensação de culpa por ter olhado até o tesão desenfreado que mechia com sua cabeça e instintos. Voltou para a sala, agora sem nem olhar pro lado e por lá permaneceu até q catarina acordou, lá pelas onze horas da manhã.
Ao acordar ela sai do quarto apenas se cobrindo com o robe vermelho transparente que mais ainda atiçava os instintos do, até então puro, Julio. Catarina percebe os olhos do primo e decide ir ao quarto e colocar algo mais adequado. Ao voltar convida o primo para irem até a padaria da esquina para tomarem um delicioso café, até pq catarina não tinha mais o hábito de cozinhar em casa, era mais prático comer fora. Ao chegar na padaria julio pergunta a catarina aquilo que estava engasgado em sua garganta: "Afinal, vc tem namorado, noivo? Catarina solta uma bela gargalhada e responde ao inocente primo: "Não, de forma alguma, nem poderia." Um alívio enorme invade a alma inocente de Julio, que agora sente que o que está sentindo pode ter um final feliz. Nesse mesmo momento Julio usando da astúcia que sempre teve indaga a catarina: "Vc lembra da tia Célia? Que casou com o Tio João, que era primo dela?" Catarina responde positivamente com a cabeça, e indaga: Que que tem? Julio em meio a um sorriso de satisfação responde: "Bonito o amor deles né?" Catarina sem entender muito bem o motivo daquela colocação mais uma vez responde positivamente com a cabeça. Na imaginação de Julio ele já idealizava coisas, como o casamento, a lua-de-mel, os filhos, enfim, colocou o carro bem diante dos bois. voltaram para o compacto de Catarina já alimentados, enquanto catarina tomava seu banho matinal, julio ficava na sala sonhando com tudo que viveria depois q se casasse com Catarina, em meio a isso vem alguns outros pensamentos como: "não posso ficar aqui na casa sozinho com ela depois que começarmos a namorar, pois não fica bem." "Devo falar com ela logo sobre isso, pois sei que ela está tão ansiosa como eu, eu vi isso nos olhos dela." Catarina volta a sala agora envolta em um roupão branco, avisando a Júlio que ela iria dormir mais um pouco e que a tarde sairiam para comer algo no shoping, julio responde positivamente com a cabeça. Julio continua sonhando com tudo que imagina que viverá ao lado da sua, agora, amada catarina. lá pelas duas da tarde catarina acorda e chama-o para irem almoçar, caminhando pela rua catarina vai falando de tudo que existe naquela cidade tão grande, julio a olha sempre com a fascinação natural dos enamorados. voltam para casa depois de comerem e mais uma vez catarina vai dormir e no cair da noite acorda apenas para ir trabalhar.
Os dias se sucedem sempre da mesma forma, Julio então começa a desconfiar do que seria o trabalho de Catarina, enquanto ela dorme a tarde ele desce até uma banca de revistas e compra um dicionário inglês. Chega em casa e logo procura as duas palavras que ela disse ao descrever seu trabalho (call-girl), de inicio não entendeu, pois as palavras em separado querem dizer chamada e garota, procurou mais um pouco pelas combinações até que descobriu: "Meu Deus, garota de programa, não pode ser..." Nesse momento catarina sai do quarto e olha para julio q agora está em sobressalto: "o que houve julio?" Ele respirando fundo e buscando em si uma forma para dizer-lhe do amor que sentia e que havia descobrido o que realmente ela fazia disse lhe: "No tocante ao desconhecido, melhor q assim fique, pois a fascinação que me causa pode mudar diante da verdade, mas o q é a verdade se não um reflexo daquilo q de fato sabemos q iremos ouvir, ou seria o oposto completo do que queremos ouvir.."Catarina sem muito entender, mas imaginando que ele falava do trabalho dela respondeu: "trabalho é sempre trabalho". Julio a olha com tanta admiração que não se contem a pega com muita vontade e lhe dá um beijo de uma forma que catarina nunca havia experimentado e ela ao sentir isso se entrega ao beijo trazendo julio até seu quarto onde em meio aos olhares trocados, se amam ardentemente. catarina está fascinada com tudo, pois até ali nunca havia sentido algo q estivesse alem do simples tesão e naquele momento ela sentia um misto de paixão, amor, tesão, que a envolvia de uma forma nunca sentida por ela, isso até a assustava, pois até então nunca havia se envolvido emocionalmente com homem algum, mas julio era diferente, muito diferente dos homens que ela conhecia, existia nele a doçura de uma criança e a virilidade de um homem experiente, ela acabou por se entregar a esse amor de forma profunda e intensa.
Depois desse dia nunca mais tocaram no assunto do trabalho de catarina, julio também começou a trabalhar numa livraria, logo se casaram e sempre quando era indagado sobre o trabalho da sua mulher a resposta era sempre a mesma: "Ela é artista."
E assim viveram anos, até que catarina, ao ficar grávida, parou de trabalhar na boate para trabalhar na livraria que juntos abriram com o dinheiro que juntaram durante todo o tempo em que estavam juntos.
Fim.
Luh Diamantino
terça-feira, 17 de maio de 2011
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